segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Os Beatles são para ser ouvidos em mono?


O mundo está mergulhado no furor causado pela chegada dos CDs remasterizados dos Beatles – de fato, um sem-fim de deleites, revelações e redescobertas. E o assunto não poderia faltar a esse blog.
Numa entrevista interessantíssima, feita por Bob Boilen para o sempre antenado All Songs Considered, programa veiculado nos Estados Unidos pela National Public Radio (e mais tarde disponibilizado online), o britânico Kevin Howlett ilumina questões cruciais ligadas aos remasters dos Beatles. E Kevin sabe o que diz: afinal, ele assina os textos das capas de todos os CDs dessa fornada recém-lançada.
Vai das tantas na entrevista, Kevin lembra que até The Beatles – de 1968, e universalmente conhecido como o Álbum Branco - , a prioridade para John, Paul, George e Ringo era a mixagem final do disco em mono. Eles não sossegavam antes dela ficar 100% como queriam. E uma vez pronta a mixagem em mono iam descansar – e deixavam a cargo de George Martin a mixagem em estéreo.
Faz sentido: as FMs – alvo e vitrine do som hi-fi em estéreo – seriam popularizados somente no período final da existência dos Beatles como banda. O lance para eles era tocar nas rádios AM! Em mono!
E mais: Kevin insiste que a mixagem “correta” de Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band é em mono, e não em estéreo. Na entrevista ele chega a ilustrar as diferenças (que são claríssimas), tocando, um após o outro, trechos do álbum em mono e em estéreo.
Imagine só, pensar que o disco que marcou gerações com a inventividade e o arrojo no uso do som estereofônico foi imaginado para ser ouvido em mono ...

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Os Quatro - De Novo

... convidando todos para atravessar Abbey Road, no comercial do jogo de video "Beatles Rock Band", que será lançado amanhã.

A dica é do Blue Bus.



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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Encontro de gigantes: Pearl Jam e Cameron Crowe

Dirigido por Cameron Crowe (ele mesmo, de "Fast Times At Ridgemont High" e "Almost Famous") diante da plateia que lotou um show "secreto" (entre aspas, porque esses shows costumam ser os segredos mais descarados) em Seattle , o Pearl Jam reapresenta suas armas com "The Fixer" - e mostra ser capaz de se revigorar.

sábado, 1 de agosto de 2009

IMS - Sinfonia agridulce

Em 1992, Camilo Lara era um rapaz gorducho e sorridente, pouco mais que um garoto, que trabalhava no departamento internacional da EMI na Cidade do México. Nos conhecemos no estúdio de Prince, em MIneápolis, para a festa de lançamento do Love Symbol Album, na época em que o músico, de mal com a Warner, assinava seu nome com um símbolo impronunciável e distribuía seus discos através da EMI. Regada a refrigerante, água e nada de álcool (por ordem e convicção do anfitrião), a festa culminou com um show incendiário que varou a madrugada fria. De lá, partimos todos de volta para o hotel, onde Camilo e eu matamos a fome e a sede – e trocamos telefones e endereços.
Não muito tempo depois, Camilo foi meu anfitrião e guia na Cidade do México para uma investigação in loco do então emergente rock em español. De quebra, me levou de carro pela periferia até chegarmos à casa de Juan Garcia Esquivel, o então septuagenário que nos anos 50 e 60 se popularizara com um estilo de música instrumental idiossincrática que misturava jazz, ritmos latinos, sons futuristas e efeitos vocais. Deitado em sua cama, Esquivel nos recebeu com café-com-leite e muitas histórias que até hoje não publiquei.
Quinze anos mais tarde reencontro Camilo, graças a uma matéria da National Public Radio dos Estados Unidos. Aquele garoto doce, quase tímido, é hoje a sensação da música mexicana, lançando mesclas de folclore mexicano com batidas eletrônicas, trechos de antigos discursos políticos, samples de pop anos 80, tudo creditado a um tal Instituto Mexicano de Som – que não existe, pois é uma “banda” que consiste exclusivamente de Camilo, hoje mais gordo e com os ex-longos cabelos raspados.
Já imaginou uma banda mariachi tocando “Bittersweet Symphony”? Pois é, Camilo imaginou ...

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Trocou o iPod por 1 Walkman e contou tudo para a BBC


Deu no Blue Bus:

"O Walkman faz 30 anos na 4a feira - foi lançado no Japao em 1o de julho de 1979 e representa uma revoluçao na portabilidade da música. Para marcar o aniversário, a BBC convenceu um adolescente de 13 anos, Scott Campbell, a trocar seu iPod por um Walkman durante uma semana. As reaçoes do garoto sao sensacionais - "(Meu pai) tinha me dito que era uma coisa grande, mas eu nao tinha entendido que ele queria dizer grande assim". Scott prendeu o Walkman na cintura e saiu pela rua. Alem de chamar atençao de quem passava por ele, ouviu piadinhas. O garoto reclamou da experiência - bateria de vida curta, má qualidade de som e pouca capacidade de armazenamento de músicas. O melhor é ler sobre a nao intimidade do garoto com a fita cassete - "Levei três dias para perceber que a fita tinha outro lado".

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Kodachrome

Após 74 anos de serviços prestados à fotografia e à cultura pop, vítima das novas tecnologias digitais, parou de ser fabricado hoje o filme Kodachrome – imortalizado em incontáveis reportagens fotográficas, ensaios de moda e mesmo na música, através da composição lançada por Paul Simon em 1973.
A Kodak informa que o estoque atual dura, no máximo, até novembro.
Adeus, passado. Foi bom enquanto durou.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Jagger contra a Igreja Universal (é isso mesmo que você leu...)


Deu no Globo Online:

"O Rolling Stone Mick Jagger tem apoiado uma campanha para reabrir o Walthamstow EMD Cinema, em Londres, onde sua banda tocou na década de 1960. O local abandonado foi comprado em 2003 pela Igreja Universal do Reino de Deus, apesar de os pedidos de autorização para desenvolvimento da área terem sido recusados, informa o site NME News.

Agora, Jagger, que tocou no local, então chamado Granada, em 1964, declarou seu apoio à campanha.

"Cinemas e espaços como o Granada, onde os Stones tocaram no começo, são a alma da nossa história cultural", afirma Jagger. E acrescenta: "esses lugares ajudaram a divulgar a música popular britânica para a cena mundial e devem continuar com a função de locais de diversão e entretenimento. Eu apoio a campanha para manter o local aberto e fornecer cinema, música e arte para as próximas gerações."

Um grupo foi criado no Facebook, na internet, para pessoas que apoiam a campanha."