Sábado, 24 de Maio de 2008

“Sexo, Drogas e Rolling Stones” no Sem Censura

Quarta-feira, 21 de Maio de 2008

“Sexo, Drogas e Rolling Stones” na Gazeta de Vitória

Terça-feira, 6 de Maio de 2008

"Sexo, Drogas e Rolling Stones" no Programa do Jô

Sábado, 3 de Maio de 2008

Rondeaublog

RIO DE JANEIRO 011

Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Epopéia rock’n’roll



Deu no Diário do Nordeste:

"Depois do filme dirigido por Martin Scorsese, a mitologia dos Rolling Stones é investigada em livro e na trilha sonora do longa-metragem

No encarte do recém-lançado “Shine a Light”, trilha sonora do filme homônimo que registrou uma apresentação dos Stones em Nova York, o diretor da película, Martin Scorsese, define a banda de forma simples e precisa. “Os Stones e o rock’n’roll... eles sempre me pareceram a mesma coisa”, escreve.

A coincidência é grande demais para não ser notada: a afirmação de Scorsese remete diretamente para “Sexo, drogas e Rolling Stones”, misto de almanaque e biografia também lançado há pouco no País. Os autores -os críticos musicais e fãs José Emílio Rondeau e Nelio Rodrigues - igualmente tomaram os ingleses por sinônimos perfeitos do gênero que defendem.

Ao biografar Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts e quem mais acompanhou a odisséia stone, desde 1962, os autores estabeleceram uma espécie de mito explicativo do rock, que encontra em personagens e episódios da saga stoneana sua representação mais elementar.

A velha lacuna

À primeira vista, “Sexo, drogas e Rolling Stones” ameaça ser o que não é: o “almanaque dos Rolling Stones”, com diagramação esquizofrênica, fotos em recortes ousados, textos curtos, muita abobrinha e lendas e mais lendas da banda. Editado pela Agir, por fora o livro tem mesmo o aspecto dos almanaques (ex.: Anos 80, 70, 90,...) da Ediouro, empresa do mesmo grupo.

Para felicidade de fãs, curiosos e interessados por rock em geral, o livro passa longe disso. Graças, principalmente, à escolha dos autores. Rondeau é um velho conhecido por quem quer que tenha acompanhado a imprensa musical brasileira nos últimos 20 anos (Bizz, Somtrês, Rolling Stone); Rodrigues, um biólogo que virou historiador do rock’n’roll.

A dupla fez uma biografia introdutória, sem deixar de ser densa. Contribui ainda o bom texto (uma marca de Rondeau), a pesquisa que evidencia as conexões do grupo com o Brasil (Rodrigues é autor de “Os Stones no Brasil”, sobre as passagens da banda e seus integrantes pelo País) e o feeling para divertir informando.

Como Scorsese em seu documentário-show, os autores intercalam o discurso direto, biográfico, com enxertos preciosos. Como as cartas das mães do integrantes da banda, definindo seus filhinhos para uma revista de 1966. Ou a ficha técnica de cada um dos muitos filmes sobre ou do grupo.

Sem medo de errar: “Sexo, drogas e Rolling Stones” é o melhor livro sobre a banda editado no País e ajuda a preencher uma velha lacuna. São poucos os livros que têm os Stones por objeto - sinal da burrice das editoras que deixam passar batido o que sai lá fora.

Ao vivo, com os Rolling Stones

Por uma questão de honestidade com o leitor, toda resenha que escrevo sobre os Rolling Stones pede um preâmbulo confessional. Para deixar claro: sou fã da banda. Daqueles bem chatos, que compram todos os discos - até os ruins, que nomeio no plural, para não precisar apontar nenhum deles -, numa lista que inclui trabalhos solos, participações em discos de outros artistas, coletâneas e lançamentos não-oficiais. Dito isto, passo a falar de “Shine a light”, trilha sonora do documentário/show homônimo, dirigido por Martin Scorsese.

O filme fez barulho na imprensa mundo a fora, não apenas nas publicações especializadas em música. O disco, por sua vez, tem passado batido. A razão disso é que o CD-duplo, primeiro lançamento dos Stones pela gravadora Universal Music, não é bem uma trilha-sonora.

“Shine a Light” é um disco ao vivo, que em sua estrutura, nada difere de outros do mesmo gênero que a banda já lançou. Apesar dos brasileiros gostarem deste tipo de disco, a imprensa internacional só raramente dá espaço para trabalhos ao vivo. E, lamentavelmente, os críticos brasileiros ainda dão muita atenção ao que dizem seus colegas norte-americanos e europeus.

Tradição

Apesar de integrar o projeto da parceria Rolling Stones/Martin Scorsese, “Shine a Light” é um disco que segue a risca a tradição de trabalhos ao vivo da banda. Como nenhum outro nome do mainstream roqueiro, o grupo criou uma série de ritos para este gênero de disco. Por exemplo: desde 1989, ano de “Steel Wheels”, os Stones lançam um ao vivo para cada álbum de estúdio. De lá para cá, foram cinco, contando com a trilha. Além disso, o grupo inclui, obrigatoriamente, uma canção inédita. Na maioria das vezes, trata-se um cover de um blues antigo - caso de “Champagne & Reefer”, de Muddy Waters, tocada ao lado do bluesman Buddy Guy .

Síntese

“No Security” (1998), “Live Licks” (2004) e “Flashpoint” (1991), mais recentes discos ao vivo da banda, retrataram os Stones dos shows grandiosos e platéias gigantescas. Quando quiseram soar intimistas - em parte do disco “Stripped” (1995) -, saíram-se melhor, mas tiveram que deixar de lado seus principais hits.

“Shine a Light” é um feliz ponto intermediário. O clima é intimista, mas estão lá “Satisfaction”, “Sympathy for the devil”, “Jumpin’ Jack Flash”, “Brown Sugar”, dentre outras. Clássicos que ganham uma roupagem mais rocker, sem que sejam desfigurados. O melhor fica por conta da recuperação de canções que a banda costuma negligenciar ao vivo: o rock “Tumbling Dice”, o country “Faraway eyes” e o blues-rock “Loving Cup”, em dueto com Jack White (White Stripes, Raconteurs)."

Dellano Rios
Repórter

Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

Sexo, Drogas e Rolling Stones

Quarta-feira, 9 de Abril de 2008